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Nota do Consulado da Armênia em São Paulo sobre as palavras de S. Santidade Papa Francisco

2015 Centenario do Genocidio Armenio

Nota do Consulado da Armênia em São Paulo

 As palavras de Sua Santidade Papa Francisco ditas hoje, durante missa em memória aos armênios que pereceram no ataque cometido pelo Império Otomano há 100 anos, colocam a questão exatamente no patamar em que sempre deveria estar: não há outra definição para tal massacre senão “genocídio”.

Sua Santidade chama a atenção do mundo para uma questão que permanece em aberto: o reconhecimento da dimensão da tragédia que se abateu sobre a população armênia. Todos aqueles que prezam pela dignidade humana sabem da necessidade de se reconhecer erros históricos e, pelo reconhecimento, trabalhar para que fatos semelhantes nunca mais ocorram.

A história do povo armênio é marcada por uma profunda ligação com os fundadores do cristianismo e com os alicerces da Igreja. Essa ligação também está na raiz das muitas perseguições cometidas contra o povo armênio.

É inegável a sabedoria contida na mensagem de Sua Santidade Papa Francisco: “Ocultar ou negar o mal é como permitir que uma ferida siga sangrando sem enfaixá-la”.

O reconhecimento do genocídio é o primeiro passo para que pessoas, entidades sociais, comunidades, nações, se comprometam não com um passado de sofrimento, mas com um presente de convivência pacífica e um futuro de respeito mútuo. É o passo crucial para curar essa ferida e podermos seguir em frente.

No Brasil, a Comunidade Armênia realiza uma série de eventos para homenagear seus mártires e para chamar a atenção da sociedade para a necessidade de o Brasil também reconhecer, assim como fez o Papa, o genocídio armênio, por meio de uma legislação semelhante à de muitos países que já reconhecem esse fato histórico.

A Comunidade Armênia se reconforta nas palavras de Sua Santidade Papa Francisco, e agradece o apoio que tem recebido de milhares de pessoas mundo afora, neste momento de prece e de reflexão.

São Paulo, 12 de abril de 2015
Consulado da Armênia em São Paulo